Vivo (VIVT3) aprova proposta para devolver R$ 4 bilhões aos acionistas e reforça estratégia de eficiência financeira
A Telefônica Brasil, controladora da Vivo (VIVT3), anunciou que seu conselho de administração aprovou uma nova proposta de redução de capital no valor de R$ 4 bilhões, com a devolução integral desse montante aos acionistas. A operação depende de aprovação em assembleia-geral ainda a ser convocada e, caso seja validada, os recursos serão restituídos em parcela única até 31 de julho de 2026.
Autor: Vinicius Fontineli 12:00
12/10/2025


A medida representa mais um passo dentro da estratégia da companhia de otimizar sua estrutura de capital e elevar a eficiência financeira. Segundo a Vivo, a redução busca ampliar a flexibilidade na alocação de recursos e reforçar a geração de valor aos investidores, mantendo a política de retornos consistente que combina dividendos, juros sobre capital próprio e devoluções de capital.
Estratégia de capital segue linha adotada em 2024
A decisão do conselho dá continuidade ao movimento iniciado no ano passado, quando foi aprovada uma redução de capital de R$ 2 bilhões, igualmente destinada a reembolsar acionistas. A Vivo afirma que a iniciativa atual está apoiada no sólido nível de geração de caixa operacional da companhia, que permite a manutenção de investimentos, distribuição de resultados e fortalecimento do posicionamento competitivo sem comprometer o balanço.
Com esse novo ciclo de devolução de capital, a companhia reforça sua estratégia de sustentabilidade financeira num momento em que o setor de telecomunicações enfrenta desafios relacionados à modernização de redes, expansão da conectividade e aumento da demanda por serviços digitais.
Telefônica reforça presença em cibersegurança com aquisição da CyberCo Brasil
Paralelamente ao anúncio da redução de capital, a Telefônica Brasil comunicou que sua subsidiária indireta, a Telefônica Infraestrutura e Segurança (TIS), concluiu a aquisição de 100% das quotas da Telefônica Cibersegurança e Tecnologia do Brasil (CyberCo Brasil). Os ativos pertenciam anteriormente à Telefónica Cybersecurity & Cloud Tech (TTech), braço global de segurança cibernética do grupo.
A transação pode alcançar até R$ 232 milhões, dos quais R$ 212 milhões foram pagos à vista no momento da assinatura do contrato. Um valor adicional de até R$ 20 milhões poderá ser desembolsado em 2027, condicionado ao desempenho operacional e ao cumprimento de metas de receita da CyberCo em 2026.
Além da aquisição societária, foi firmado um contrato para compra de licenças perpétuas de software essenciais à continuidade das operações da CyberCo Brasil. O acordo, celebrado entre a subsidiária brasileira e a TTech, tem valor de R$ 48 milhões, pagos em parcela única.
Expansão em serviços digitais e reforço da infraestrutura de segurança
Com a integração da CyberCo Brasil, a Vivo amplia sua atuação no segmento de cibersegurança, área considerada estratégica diante da crescente demanda corporativa por soluções de proteção digital, gestão de riscos, monitoramento de ameaças e serviços inteligentes baseados em nuvem.
A aquisição fortalece o portfólio de serviços digitais da companhia, apoiando o avanço em segmentos de maior valor agregado e com potencial de crescimento acelerado nos próximos anos. Além disso, contribui para consolidar a presença da Telefônica Brasil em um mercado que se torna cada vez mais essencial para empresas de todos os portes, especialmente diante do aumento de ataques cibernéticos e do rigor das normas de proteção de dados.
Perspectivas para a Vivo
Combinando redução de capital, forte geração de caixa e expansão em áreas de tecnologia avançada, a Vivo reforça seu posicionamento entre as empresas mais sólidas do setor de telecomunicações no país. As iniciativas recentes indicam um movimento contínuo de ajustes estratégicos para equilibrar retornos ao acionista, investimentos em infraestrutura e diversificação de serviços, mantendo o foco no crescimento sustentável.
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