Qual dos bancões pagará dividendos de R$ 2,50 por ação ainda em 2025? Subtítulo: Entre os grandes bancos, apenas o Itaú deve entregar proventos robustos e manter trajetória firme de rentabilidade

11/22/2025

Os grandes bancos listados na bolsa de valores brasileira inundam as carteiras de muitos investidores de longo prazo, dado que seus negócios fazem parte da famosa metodologia BEST (bancos, elétricas, seguradoras e telecomunicações). Mas somente uma instituição financeira deverá distribuir dividendos de R$ 2,50 por ação ainda em 2025, segundo analistas do Banco Safra.

Pois é, se essa pergunta fosse feita há alguns anos, talvez a resposta mais óbvia fosse o Banco do Brasil (BBAS3), que já exibiu um dividend yield de 12% em 2022. Só que sua carteira de crédito voltada ao agronegócio tem dado bastante dor de cabeça neste ano e ainda deverá demorar a se recuperar, afetando o fluxo de proventos da estatal.

Outro nome que já dá para se descartar de cara é o BTG Pactual (BPAC11) — e não que isso seja ruim. Afinal, a estratégia do banco de investimentos é maximizar a valorização sobre o patrimônio dos acionistas ao reinvestir lucros em seus negócios, em vez de distribuí-los amplamente na forma de dividendos.

Quem realmente recebe elogios dos especialistas do Banco Safra é o Itaú (ITUB4), cuja recomendação de compra foi reiterada, com preço-alvo projetado em R$ 49 por ação, indicando potencial de valorização de +23% em 12 meses. A remuneração estimada de R$ 2,50 por ação implica dividend yield de cerca de 6%.

Mesmo que ITUB4 já tenha se apreciado +43% no acumulado de 2025, os analistas Daniel Vaz, Maria Luisa Guedes e Rafael Nobre afirmam que o bancão ainda pode reforçar o retorno aos seus acionistas até o fim do ano, com expectativa de distribuição de R$ 22,5 bilhões em proventos — valor bem acima dos R$ 15 bilhões pagos em dividendos extraordinários em 2024.

“Em contraste com bancos concorrentes, Itaú tem tendências estáveis em termos de rentabilidade em 2026. Esperamos que o NII ajustado ao risco suba +8% na comparação anual, devido à combinação de avanço de +7% na carteira de empréstimos e custo de risco estável”, destacam os analistas.

ITUB4 mais enxuto em 2026

Apesar da expectativa de aumento de 11% nas despesas com tecnologia em 2025, o Safra avalia que o Itaú deve compensar esse avanço com ganhos de eficiência, impulsionados por reduções em despesas administrativas e gerais.

Vale lembrar que o banco demitiu mais de mil funcionários por baixa produtividade no home office recentemente — medida que tende a reduzir custos estruturais, embora traga despesas de indenização no curto prazo.

“Estimamos lucro líquido de R$ 51,1 bilhões para 2026 (ROE de 23,6%), em linha com o consenso de mercado. Os riscos para nossa tese de ITUB4 incluem deterioração macroeconômica, mudanças regulatórias e competição mais agressiva no setor bancário”, conclui o trio.

Segundo dados do Investidor10, um investimento de R$ 1 mil em ITUB4 há dez anos teria se transformado em R$ 8.030,86 hoje, considerando reinvestimento de dividendos. No mesmo período, o Ibovespa teria retornado R$ 3.213,40.