Preços do ouro caem com aumento das apostas em corte de juros
Os preços do ouro recuaram no comércio asiático nesta segunda-feira, pressionados pelo aumento do apetite por risco após uma forte recuperação nas expectativas de um corte de juros pelo Federal Reserve em dezembro.
11/24/2025


A melhora no humor dos mercados, com ações e outros ativos de risco em alta, reduziu a busca por proteção no metal precioso. Além disso, informações de que os Estados Unidos trabalham em um possível cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia também contribuíram para limitar a demanda por ouro.
Ainda assim, preocupações com a situação fiscal global e tensões diplomáticas entre China e Japão ajudaram a manter o metal acima de US$ 4.000 por onça. A expectativa por dados econômicos importantes nos EUA ao longo da semana também conteve quedas mais acentuadas.
Às 06h07 (horário de Brasília), o ouro à vista caía 0,3%, para US$ 4.052,53 por onça, enquanto os futuros para dezembro recuavam 0,7%, a US$ 4.086,10 por onça.
Apostas mais fortes em corte de juros pressionam o metal
O mercado passou a precificar com mais força um corte de 25 pontos-base na reunião do Fed de 9 e 10 de dezembro, após declarações do presidente do Fed de Nova York, John Williams. Ele afirmou que o banco central ainda vê motivos para reduzir juros, citando riscos ao mercado de trabalho e menor pressão inflacionária.
Segundo a ferramenta CME FedWatch, as chances de corte subiram para 67,3%, ante 39,8% na semana anterior.
Outros metais preciosos tiveram desempenho misto. A platina à vista subiu 1,4%, para US$ 1.537,65 por onça, enquanto a prata à vista registrou leve queda, negociada a US$ 49,92 por onça.
Dados econômicos dos EUA em foco
O mercado aguarda uma série de indicadores atrasados de setembro, que devem ajudar a esclarecer o estado da economia norte-americana.
Entre os dados programados para esta semana estão:
Produção industrial e utilização da capacidade (segunda-feira)
Índice de preços ao produtor (PPI) e vendas no varejo (terça-feira)
Licenças de construção, bens duráveis, pedidos de auxílio-desemprego e, mais importante, o PIB do terceiro trimestre (quarta-feira)
Essas divulgações foram adiadas devido ao prolongado fechamento parcial do governo americano. Apesar de auxiliarem na leitura do cenário econômico, a ausência de dados referentes a outubro deve continuar dificultando a avaliação do Fed em sua última reunião do ano, marcada por fortes divisões internas sobre novos cortes de juros.
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