Ouro opera perto da máxima de 6 semanas com dólar mais fraco e expectativas de corte de juros pelo Fed
Os preços do ouro iniciaram a semana próximos da máxima de seis semanas, sustentados pela fraqueza do dólar e pelo aumento das apostas de que o Federal Reserve poderá reduzir as taxas de juros na reunião marcada para o fim do mês.
12/1/2025


Ouro à vista renova máximas enquanto dólar perde força
Às 09h32 (horário de Brasília), o ouro à vista subia 0,2%, cotado a US$ 4.240,55 por onça, depois de tocar US$ 4.256,20, o maior patamar desde meados de outubro.
Os futuros de ouro dos EUA para fevereiro avançavam 0,5%, chegando a US$ 4.274,55.
A commodity teve uma alta semanal superior a 4% na semana anterior, refletindo forte demanda por ativos de proteção.
Apostas em corte de juros reforçam demanda por ativos de refúgio
O movimento de alta do ouro ocorre em um ambiente de dólar enfraquecido. O Índice Dólar caiu para a mínima de duas semanas, tornando o metal mais barato para compradores internacionais — fator que tende a aumentar a procura.
No mercado futuro de juros, operadores agora precificam 87% de probabilidade de um corte de 25 pontos-base na próxima reunião do Fed. O cenário é impulsionado por:
dados econômicos recentes mais fracos nos Estados Unidos,
sinais de desaceleração da inflação,
ausência de novos indicadores após o prolongado fechamento do governo,
discursos divergentes de dirigentes do Fed, que aumentam a incerteza.
Expectativas sobre a presidência do Fed entram no radar
O ambiente de cautela ganhou mais uma camada após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou já ter decidido quem será o próximo presidente do Federal Reserve — sem, no entanto, revelar o nome.
Entre os cotados estão:
Kevin Hassett,
Kevin Warsh, ex-diretor do Fed,
Christopher Waller, atual membro do conselho.
A escolha poderá impactar a trajetória futura da política monetária e a velocidade dos cortes nas taxas em 2025.
Metais avançam de forma mista: prata faz máxima histórica
No mercado de metais preciosos e industriais, o desempenho foi variado:
Prata: +0,4%, a US$ 56,65, após renovar máxima histórica de US$ 57,815;
Platina: +0,7%, a US$ 1.700,60;
Cobre (LME): estável em US$ 11.207,20 por tonelada;
Cobre (EUA): estável em US$ 5,30 por libra.
China registra nova queda na atividade industrial
Na Ásia, a divulgação dos PMIs industriais da China trouxe sinal negativo para o apetite por risco. Os índices — oficial e privado — mostraram o oitavo mês consecutivo de contração, reforçando a preocupação com a recuperação mais lenta da segunda maior economia do mundo.
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