Nvidia rebate temores de bolha de IA enquanto chips Blackwell impulsionam forte resultado do 3º trimestre
11/20/2025


A Nvidia voltou a surpreender o mercado ao divulgar um resultado fiscal acima das expectativas e apresentar uma projeção ainda mais forte para o próximo trimestre. O desempenho reforçou a narrativa da empresa de que o avanço da inteligência artificial está longe de ser uma bolha — e que a demanda pelos novos chips Blackwell continua acima da capacidade de oferta. As ações da companhia (NASDAQ: NVDA) reagiram imediatamente, subindo mais de 5% no after-hours.
Resultados acima do esperado e força no segmento de data centers
No trimestre encerrado em 26 de outubro, a Nvidia registrou:
Lucro por ação ajustado: US$ 1,30 (vs. US$ 1,25 estimados)
Receita total: US$ 57,01 bilhões (+62% YoY)
O segmento de data centers, que abriga as GPUs de IA Blackwell e a linha Hopper, foi mais uma vez o motor do crescimento, com receita de US$ 51,22 bilhões, superando com folga as projeções de US$ 49,09 bilhões.
A CFO Colette Kress destacou que a empresa possui “visibilidade sobre mais de US$ 500 bilhões em receita entre 2024 e 2026” — impulsionada pela transição global para computação acelerada e IA generativa. Hyperscalers como Microsoft, Amazon e Google responderam pela maior parte das encomendas, com Huang afirmando que a demanda está “fora dos gráficos”.
O chip GB300, principal componente da plataforma Blackwell, respondeu sozinho por dois terços da receita do segmento no trimestre.
Outros segmentos também cresceram
Redes e infraestrutura: +162% YoY
Gaming: +30%, alcançando US$ 4,27 bilhões
Margem bruta: 73,6%, levemente abaixo do ano anterior, mas acima das estimativas
Pressão geopolítica e restrições à China
As rígidas regras de exportação dos Estados Unidos continuam limitando as operações da Nvidia no mercado chinês. O chip H20, desenvolvido para atender essas restrições, gerou cerca de US$ 50 milhões no trimestre, enquanto pedidos de versões mais antigas da linha Hopper deixaram de ser concretizados.
Apesar da situação, Kress afirmou que a empresa segue comprometida em dialogar com os reguladores para mitigar impactos futuros.
Huang rebate narrativa de bolha e aponta três revoluções simultâneas
Com o mercado temendo uma possível “bolha de gastos em IA”, o CEO Jensen Huang foi direto: “Estamos vendo algo completamente diferente.”
Ele apontou três transições estruturais que, segundo ele, justificam a aceleração da demanda global:
A troca da computação baseada em CPU por computação acelerada via GPU.
A ascensão da IA generativa, que já supera o machine learning tradicional.
A chegada da IA agêntica, que deve transformar setores que ainda nem iniciaram sua migração tecnológica.
Huang ressaltou ainda que a plataforma da Nvidia roda “todos os principais modelos de IA do mundo”, como OpenAI, Gemini, Anthropic e xAI, reforçando a centralidade da empresa no ecossistema.
Perspectivas para o próximo trimestre superam estimativas
Para o período fiscal atual, a Nvidia projeta receita de cerca de US$ 65 bilhões (+ ou – 2%), novamente acima das expectativas de Wall Street, que apontavam para US$ 61,84 bilhões.
Kress reiterou que a visibilidade de receita ultrapassa US$ 500 bilhões até 2026, com potencial de crescimento adicional à medida que empresas de diversos setores — saúde, finanças, manufatura e governo — adotam a IA agêntica.
📊 Análise gráfica: NVDA em tendência de alta, mas com volatilidade elevada
Técnicos observados no pós-resultado:
Preço no pós-mercado: +5%
NVDA mantém tendência primária de alta, sustentada acima da média móvel de 100 dias
Região crítica de suporte: US$ 112 – US$ 118
Resistência imediata: US$ 137, onde há forte realização de lucros
RSI saiu da zona de sobrevendido após o sell-off de novembro
Volume crescente reforça força compradora pós-guidance
Sinal técnico:
➡️ Caso rompa US$ 137 com volume, NVDA pode testar novamente sua máxima histórica.
➡️ Abaixo de US$ 112, abre espaço para correções até US$ 98.
O gráfico indica que a volatilidade deve permanecer elevada até que o mercado assimile a nova projeção e o impacto das restrições à China.
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