Ibovespa fecha em queda após realizar lucros; mercado monitora juros no Brasil e nos EUA
O Ibovespa registrou leve baixa nesta segunda-feira, encerrando o pregão a 158.611 pontos (-0,29%), devolvendo parte dos ganhos acumulados em novembro, quando o índice alcançou recordes históricos tanto de fechamento quanto de intradia. O movimento refletiu realização de lucros e o mau humor das bolsas internacionais, especialmente em Wall Street.
12/1/2025


Durante o dia, o índice oscilou entre 158.029 pontos na mínima e 159.223 pontos na máxima, com volume financeiro de R$ 22 bilhões.
Ajustes após recordes em novembro
O Ibovespa vinha de quatro meses consecutivos de alta e acumulava valorização de 32% no ano até sexta-feira, quando cravou:
Recorde de fechamento: 159.072 pontos
Recorde intradia: 159.689 pontos
Após esse forte rali, investidores aproveitaram o dia para ajustar posições, influenciados pela fraqueza dos mercados globais.
Foco nos juros: BC e Fed no radar
O início de dezembro foi marcado por declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que reforçou a necessidade de uma postura "humilde e conservadora" por parte da autoridade monetária, destacando:
Mercado de trabalho ainda apertado
Atividade econômica resiliente
Inflação que ainda não está no patamar desejado
Apesar de o Boletim Focus mostrar melhora nas projeções de inflação, Galípolo indicou que as expectativas "caem menos" do que o BC gostaria.
Com isso, o mercado tenta entender:
“Se o ciclo de corte de juros começa já em janeiro ou se fica para março”, destacou Nícolas Merola, analista da EQI Research.
Nos Estados Unidos, o mercado aguardava a participação do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, em evento da Universidade de Stanford, às 22h (horário de Brasília), podendo trazer novos sinais sobre a política monetária norte-americana.
Em Nova York, o S&P 500 caiu 0,53%, marcando o tom negativo do dia.
Destaques do pregão
Bancos
BANCO DO BRASIL ON: -0,93%
ITAÚ PN: -0,78%
BRADESCO PN: -1,53%
SANTANDER BRASIL UNIT: -0,85%
O setor realizou lucros após desempenho mais forte na sexta-feira.
Petrobras (PETR3, PETR4)
PETR4: +0,19%
PETR3: +0,63%
Petrobras acompanhou a alta do petróleo no exterior e anunciou reajuste de +3,8% no preço médio do QAV (querosene de aviação) para distribuidoras.
Vale (VALE3)
VALE ON: +0,77%
Apoiada pela alta do minério de ferro na China, com forte demanda por cargas de teor médio.
O contrato em Dalian subiu 1,14%, a 801 iuanes (US$ 113,24/t).
Proteína animal
MBRF ON: -5,02% (R$ 18,36)
A ação segue em correção desde meados de novembro, quando chegou a R$ 26,83.
MINERVA ON: -2,89%
Setor de saúde
RD SAÚDE ON: -2,29%
Impactada por proposta de aumento de capital de R$ 750 milhões via bonificação (2% das ONs).
Companhia também divulgou previsão de abertura de lojas para 2026.
Eneva (ENEV3)
+3,42%
Entrou em uma das carteiras recomendadas do BTG Pactual para dezembro.
Santander reiterou outperform e preço-alvo de R$ 25,40.
Leilões de reserva de capacidade previstos para 2026 sustentam o otimismo.
Varejo
LOJAS RENNER ON: +0,06%
Citi incluiu a ação em "30-Day Catalyst Watch" devido a possíveis anúncios de dividendos e recompra.
C&A ON: -4,28%
Tecnologia e Cripto
MÉLIUZ ON: -3,23%
Acompanhou queda do bitcoin, que recuou abaixo de US$ 90 mil, marcando a pior queda mensal desde 2021.
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