Ibovespa fecha em alta com apoio da Vale, mas Petrobras limita ganhos

O Ibovespa encerrou a terça-feira em alta, chegando a superar os 156 mil pontos na máxima do dia, impulsionado principalmente pelo avanço das ações da Vale em meio à recuperação dos preços do minério de ferro na China. No entanto, o movimento perdeu força com a pressão negativa sobre Petrobras, em um pregão marcado pela queda do petróleo no mercado internacional.

11/25/2025

O principal índice da bolsa brasileira subiu 0,41%, aos 155.910,18 pontos, após oscilar entre a mínima de 154.821,35 pontos e a máxima de 156.373,21 pontos. O volume financeiro somou R$ 20,3 bilhões.

Segundo Willian Queiroz, sócio e advisor da Blue3 Investimentos, o pregão foi relativamente calmo, com o Ibovespa chegando a passar dos 156 mil pontos antes de devolver parte dos ganhos devido ao recuo de Petrobras. Ele destacou ainda os desdobramentos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, após determinação do ministro Alexandre de Moraes para início imediato do cumprimento da pena em regime fechado por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.

Queiroz avalia que esse contexto pode servir de ponto de partida para uma reorganização da direita visando as eleições de 2026.

No campo político, uma pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderando todos os cenários testados para a eleição de 2025, além de registrar melhora na avaliação positiva do governo federal e na aprovação presidencial.

No cenário macroeconômico, em meio à recente melhora nas projeções de inflação, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou no Senado que o BC deve perseguir o centro da meta, de 3%, e não a banda superior de 4,5%. Apesar do tom mais rígido, as taxas dos DIs recuaram ao longo do dia.

De acordo com Nicolas Gass, estrategista e sócio da GT Capital, o movimento dos juros futuros favoreceu setores como varejo, educação, construção civil e transporte.

Investidores também acompanharam os dados da economia dos Estados Unidos. Números de vendas no varejo e inflação ao produtor reforçaram as apostas de mais um corte de juros pelo Federal Reserve ainda em 2024. Em Nova York, o S&P 500 avançou 0,91%.

Destaques do pregão

VALE ON subiu 0,78%, acompanhando o avanço dos futuros do minério de ferro em Dalian, que refletiram a expectativa de cortes nas taxas portuárias chinesas, o que poderia desestimular a estocagem prolongada do minério. O contrato mais negociado subiu 0,51%.

PETROBRAS PN recuou 0,8% com a queda do petróleo no exterior — o Brent fechou em baixa de 1,4%. Investidores também aguardam o novo plano de negócios da companhia, previsto para quinta-feira. PETROBRAS ON caiu 0,96%.

No setor bancário, o dia foi positivo:

  • BRADESCO PN avançou 0,8%.

  • SANTANDER BRASIL UNIT subiu 1,51%.

  • BANCO DO BRASIL ON teve alta de 0,6%.

  • ITAÚ UNIBANCO PN ganhou 0,23%.
    Analistas do JPMorgan elevaram o preço-alvo de Itaú PN de R$ 43 para R$ 46.

MBRF ON caiu 3,27%, ampliando a correção iniciada na semana passada. Até o dia 17, o papel acumulava valorização superior a 43% em novembro. A empresa também anunciou aumento de 8% na produção de kits comemorativos para 2025. No mesmo setor, MINERVA ON recuou 0,63%.