Dólar cai antes da divulgação do PCE; euro mantém força e testa máxima de três semanas

Mercado cambial opera com cautela antes de indicador-chave de inflação nos EUA

12/5/2025

O dólar iniciou a sexta-feira em leve queda no mercado internacional, refletindo a postura cautelosa dos investidores antes da divulgação do Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE) — métrica de inflação preferida pelo Federal Reserve. A expectativa de que o dado confirme um cenário de desaceleração inflacionária mantém a pressão sobre a moeda norte-americana e sustenta o apetite por risco em outras divisas globais.

Dólar recua com expectativas sobre a política monetária do Fed

A moeda norte-americana opera enfraquecida contra grande parte dos pares principais e emergentes. A previsão predominante no mercado é de que o PCE venha em linha ou abaixo das leituras anteriores, reforçando as apostas de novos cortes de juros nos Estados Unidos ao longo de 2026.

  • Dólar em queda moderada ante as principais moedas

  • Rendimentos dos Treasuries recuam no curto prazo

  • Cenário reforça expectativa de flexibilização monetária

Investidores seguem atentos às declarações recentes de membros do Fed, que sinalizam preocupação com o ritmo de atividade econômica, mas destacam a necessidade de leituras mais consistentes de inflação antes de avançar na redução dos juros.

Euro se aproxima da máxima de três semanas com dados sólidos da Zona do Euro

O euro continua se valorizando e opera próximo da máxima de três semanas, impulsionado pela combinação de:

  • Indicadores de atividade econômica acima do esperado na Alemanha e França

  • A fraqueza global do dólar

  • A visão de que o Banco Central Europeu poderá manter postura moderada, mas estável, na política monetária

O otimismo cauteloso sobre a recuperação gradual da economia europeia tem aumentado o fluxo para a moeda comum, que volta a ganhar relevância no mercado cambial global.

Mercados emergentes se beneficiam do ambiente externo

Com o dólar em queda, divisas de países emergentes operam no campo positivo. Moedas ligadas a commodities, como o real brasileiro, peso chileno e rand sul-africano, registram ganhos sustentados ao longo da manhã.

Fatores que fortalecem emergentes hoje:

  • Recuo dos juros dos Treasuries

  • Expectativas de inflação mais fraca nos EUA

  • Busca internacional por ativos de maior rendimento

Apesar da melhora, o movimento ainda é contido pela cautela geral antes do PCE — dado considerado decisivo para calibrar o rumo do mercado na próxima semana.

O que esperar após o PCE

O resultado do indicador definirá o tom dos próximos dias no mercado global:

  • PCE mais fraco: dólar aprofunda quedas; apostas de corte de juros crescem.

  • PCE em linha: mercado mantém estabilidade, com leve viés de alta para ativos de risco.

  • PCE mais forte: dólar pode retomar força e pressionar moedas emergentes.

Para os analistas, a leitura do PCE será determinante para avaliar se o alívio monetário pode vir já no curto prazo ou se o Fed precisará manter uma postura mais prudente.