Copasa (CSMG3): Itaú BBA vê avanço consistente na privatização e reforça recomendação de compra
A Copasa (CSMG3) voltou ao foco do mercado nesta semana após o Itaú BBA divulgar um relatório destacando avanços significativos no processo de privatização da companhia. Para os analistas do banco, o cenário atual reforça uma perspectiva positiva para a estatal mineira de saneamento, motivo pelo qual a recomendação de compra foi reiterada, acompanhada de expectativa de valorização relevante no médio prazo.
Autor: Vinicius Fontineli 20:00
12/9/2025


Segundo o Itaú BBA, a recente movimentação do governo de Minas Gerais, aliada a sinalizações do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), indica que a privatização da Copasa está mais próxima de se tornar realidade. O banco destaca que, mesmo em um ambiente político desafiador, os últimos desdobramentos mostram empenho do governo estadual em avançar com o projeto, considerado um dos pilares do programa de desestatizações de Minas Gerais.
Atualmente, a Copasa é responsável por serviços de abastecimento de água e esgoto em mais de 600 municípios mineiros, sendo uma das maiores empresas de saneamento da América Latina. A privatização, caso concluída, transformaria o modelo de gestão da companhia e poderia liberar um ciclo de investimentos mais agressivo, alinhado ao novo marco do saneamento, que exige metas ambiciosas de universalização até 2033.
No relatório, o Itaú BBA afirma que a privatização da Copasa abriria espaço para ganhos de eficiência, expansão de margens e aceleração de projetos estruturantes. A expectativa é que investidores privados possam conduzir a empresa a um novo patamar de produtividade, semelhante ao que ocorreu em estados como Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, que passaram por processos de concessão e privatização no setor.
Além disso, os analistas ressaltam que a antecipação de etapas burocráticas, como consultas públicas e revisões de contratos, reforça que o processo segue um cronograma mais consistente do que o mercado previa inicialmente. O BBA avalia que o valuation atual da Copasa ainda incorpora pouco desse potencial de privatização, o que cria uma “janela de oportunidade” para investidores posicionados no curto e médio prazo.
A recomendação de compra é sustentada também pelo desempenho operacional sólido da Copasa. Mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador, a companhia vem apresentando melhora em indicadores de eficiência, redução de perdas e crescimento gradual no faturamento — fatores que contribuem para um ambiente favorável à valorização das ações.
Para o banco, caso a privatização avance em direção à etapa final, a reprecificação dos ativos será inevitável. O relatório cita que investidores institucionais já monitoram de perto o tema, acreditando que a Copasa poderá repetir movimentos de forte valorização observados em outras privatizações do setor de infraestrutura.
O mercado deve continuar acompanhando cada novo capítulo da possível venda da estatal mineira. Enquanto isso, o Itaú BBA mantém sua visão construtiva sobre CSMG3, destacando que o processo está mais avançado do que o consenso imagina e que o potencial de retorno permanece significativo.
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