A despedida histórica de Warren Buffett emociona investidores e simboliza o fim de uma era na Berkshire Hathaway
A saída de Warren Buffett do comando da Berkshire Hathaway marca um ponto de virada para o mercado global. Aos 95 anos, o lendário investidor encerra oficialmente um ciclo que moldou gerações de gestores, transformou o capitalismo norte-americano e redefiniu a própria noção de investimento de longo prazo. Sua mensagem de despedida, divulgada na tradicional carta anual aos acionistas, repercutiu intensamente entre analistas, herdeiros do value investing e admiradores de sua trajetória.
11/20/20252 min read


Legado inigualável e reflexões pessoais
Buffett, reconhecido por transformar a Berkshire em um conglomerado multibilionário, dedicou boa parte da carta a revisitar sua jornada. Em tom pessoal, ele compartilhou lições acumuladas ao longo de quase oito décadas nos mercados — da importância de aprender com os erros ao papel decisivo de escolher bons mentores.
Ele afirmou sentir mais orgulho da segunda metade da vida do que da primeira, reforçando que a evolução pessoal é um processo contínuo. Ao citar Tom Murphy como um exemplo a ser seguido, reiterou a humildade que marcou sua carreira.
Recordações difíceis e gratidão pela longevidade
Embora tenha se tornando símbolo de sucesso, Buffett destacou que seu percurso também foi marcado por momentos desafiadores. Ele mencionou episódios em que sua vida foi salva por médicos em Omaha, reconhecendo que sua longevidade não se explica por genética favorável, mas por acesso à saúde de qualidade e circunstâncias únicas.
A carta também trouxe agradecimentos à família, especialmente à ex-esposa Susan Buffett, figura central em sua vida e em sua formação pessoal.
O papel do acaso e o peso da “Senhora Sorte”
Um dos trechos mais comentados foi sua admissão sincera sobre privilégios e acaso. Ao refletir sobre o contexto em que nasceu — nos Estados Unidos, em 1930, saudável, branco e homem — Buffett reforçou que grande parte de suas oportunidades foi moldada por fatores externos, muito além de sua vontade. Em tom irônico, disse que a “Senhora Sorte” o acompanhou por boa parte da vida, mas que até ela tem limites.
Continuidade na Berkshire e visão humanista
Embora deixe o comando executivo, Buffett continuará no conselho de administração, mantendo influência sobre os rumos da empresa. Seu afastamento, porém, simboliza a transição definitiva para a próxima geração de liderança do conglomerado.
Em suas palavras finais, ele reforçou a ideia de que grandeza não está associada à acumulação de riqueza ou poder, mas à forma como se trata as pessoas. O lembrete de que “a faxineira é tão humana quanto o presidente” sintetiza o humanismo que sempre permeou suas decisões e sua visão de mundo.
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